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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Ser Mãe

BG – Mamãe coragem

Um milagre de Deus, um sentimento indescrítivel, se apaixonar antes de saber. Estes sentimentos foram citados por 5 mulheres que ao se tornarem mãe conheceram a virtude da vida, o limite do medo e entregaram toda a energia que tiveram a um ser, que antes de paridos já faziam parte delas. Mas a dor do parto nunca é uma só. É preciso ver os filhos aprenderem a andar sem segurar as mãos, acompanhar eles cortando os laços com a mãe para, enfim, viverem a própria vida. O poder delas é maior que de qualquer monarca ou ditador. Elas reinventam a humanidade de geração em geração. Ser mãe exige dedicação sem esperar por nenhum retorno

Sonia – Ser mãe: A sensação, o sentimento de uma mãe não é uma coisa só física, mas também emocional que vai acontecendo ao longo da gravidez. Por isso é interessante a mãe estar preparada, estruturada porque ela não vira mãe derrepente, ela vai virando aos poucos. E quando ela tem um nenêm ele ainda é um estranho para ela. É trantando do neném que ela vai se apaixonando e esse vínculo é uma coisa tão intensa que talvez só as mães mesmo possam entender, ou as pessoas que cuidaram de um bebê. 

Mariana: Ser mãe é tão diferente de qualquer sentimento, é uma coisa sua, é uma pessoinha que saiu de você e isso supera tudo: um abraço, um carinho, um olhar. Você olhar para a criança e identificar sua orelhinha assim é uma coisa sem explicação, é divino. 

Ana Cristina: Ser mãe para mim é um milagre da natureza. Hoje em dia as mães trabalham, as mães cuidam da casa, administram suas empregadas pagam as contas, ajudam a fazer lição e essas coisas.


Sobe som Mamãe Coragem: Ser mãe desdobrar fibra por fibra o coração dos filhos
BG – Elis Regina – Aos nossos filhos

Dona Maria Aparecida Nobili se responsabilizou por quinze filhos, dividia com o marido a tarefa de alimentar, educar e sobreviver. Sem dinheiro, por vezes viu os filhos passando fome e sem escolha, tomou conta deles como pode.

Maria: Aí os coitadinho foram crescendos e doram trabalhar na roça ajudar o pai, todos descalços, não tinah um chinelo, não tinha nada não. Chegava a noite eles ficavam me iluminando com uma lamparina para eu remender as roupas para colocar neles e quando chovia muito tinha que secar no fogão de lenha, se não nem tinha roupa. Tem hora que eu sento e não acho que sou eu sentada aqui dentro dessa casa. Meu filho fala a mesma coisa. Quem vê mamae não fala que ela passou tanta dificuldade. Meus filhos são muito bons para mim.

Os filhos ajudam ela por que sabem o quanto ela lutou por eles. A Guerra não era só contra a falta do sustento, o problema vinha quando os filhos ficavam doentes.

Maria: Quando adoecia um, adoecia todos. Batia catapora, varicela, sarampo, tosse, coqueluche tudo de uma vez só. Só você vendo. Mas graças a Deus venci a batalha.

Apesar de muitos, Maria Aparecida manteve a calma para cuidar dos 15 filhos. Eles tinham que estudar, ajudar a mãe nas tarefas de casa e ela precisava garantir que todos estivessem limpos e saudáveis.

Maria: Eu não desesperava da vida não sabe e tem gente que desespera né, que diz: Ah! Meu filho está dando muito trabalho. E graças a Deus meus filhos não tem vicio nenhum, criei tudo, eu sou muito feliz com meus filhos.

Ana Cristina Soares, mãe e farmaceuta, teve apenas uma filha e também procura não se desesperar. Este ano, sua filha, Daniele Taveira, deu uma notícia inesperada:

Ana Cristina: Minha filha de 14 anos está gravida

Esta é uma situação complicada para a mãe que se divide entre educar a filha e reprendê-la. A psicóloga Sonia Maria Magalhães explica que é importante que a mãe não se sinta culpada em brigar com o filho, desde que não exagere.

Sonia: O trato da mãe com a criança faz muita diferença porque ela pode ser muito boa e isso as vezes não é bom porque não dá uma chance da criança pedir as coisas se sentir outra pessoa, porque se ela receber tudo de mão beijada: ela pensa e acontece então ela ainda acha que está dentro da barriga da mãe. Na hora que ela começa a chorar, a ter que pedir, um pouco claro, ela começa a perceber que existe uma diferença entra ela e a mãe. E agora claro, uma mãe muito ruim, pode fazer a criança se sentir insegura, com medo, numa situação de ameaça. Então essa mãe só deve ser suficientemente boa.

Por isso, Daniele está recebendo algumas dicas da mãe. Em outubro seu filho vai nascer e ela quer estar preparada para recerber ele.

 Daniele: Eu estou tendo bastante o apoio da minha mãe com isso, ela está me passando bastante informações de como criar um filhor, porque na verdade criar um filho você age da maneira que você acha correto e muitas vezes minha mãe me ajuda bastante na responsabilidade de estar me transformando em uma mãe.

A psicologa Sonia Maria se preocupa com as relações entre mães jovens e seus filhos. Segundo ela, no primeiro ano de vida do bebê é importante que a mãe fique com o filho, afinal é nesse periodo que ele irá desenvolver a personalidade

Sonia: Por isso é tão importante formar mães, por isso é tão difícil mãe adolescente, porque a mãe adolescente não está preparada para nada disso. Aí, as vezes, toda essa relação se torna em uma relação ameaçadora, com o abandono com o medo da criança. As vezes ela entrega para uma avó criar e esse abandono nunca é resolvido. Então toda essa relação tem que ser uma coisa muito bem pensada, séria, por isso que o governo tem tentado resolver essa coisa da mãe adolescente, porque ela também precisa de apoio, de adultos tentando ajuda-la a ficar com a criança, que ela queira ficar com a criança. 

Ana Cristina se preocupa com a filha, e garante que dará apoio financeiro para a filha e o neto. Mas não vai ser a vó que vai tomar conta do neto, vai ser Danieli.

Ana Cristina: Hoje minha filha ela tem 14 anos, ela não tem uma renda própria. Quem tem que sustentar ela e a criança sou eu e meu esposo. Então na verdade estou ganhando mais um filho né. Embora ela é quem vai  amamentar, que vai cuidar da criança e ela está bem animada em ser mãezinha.

Danieli: Eu quero eu mesma ser a mãe dele, e assim né, querer educá-lo, ensinar as coisas para ele. Eu que vou leva-lo à escola, eu que vou levá-lo no medico, estar sempre presente e nada de entregar o filho para os meus pais né. Vou querer fazer as coisas sempre com a ajuda dos meus pais, das meninas e tal, mas eu vou querer ser a mãe.

A missão de se dividir entre escola e maternidade Mariana Rezende já sabe bem. Ela teve Sofia, sua filha com 20 anos, durante o curso de medicina. Hoje tem 23 anos, ainda estuda e mora sozinha. Ela cuida da filha com a ajuda de babá e da créche.
Mariana: Eu fico bem dividida em dar atenção para ela e para os estudos. Dá medo de você não estar por completa em nenhuma dessas duas coisas. Nem como mãe, nem como aluna.

Desde quando sofia nasceu, Mariana consegue equilibrar o tempo é dar atenção suficiente para sua filha. Isso foi muito importante para o bebê. Como explica a psicologa Sonia Maria, quando o nenem nasce, é importante ter contato com ele.

Sonia: É a mãe  que começa da dar contorno ao filho, é ela que começa a organizar ele como pessoa, porque na verdade, quando o nenem está na barriga da mãe ele é um pedaço dela. Quando ele nasce, ele não consegue ter essa noção de que ele já saiu, que ele não é mais um pedaço dela, que ele é uma outra pessoa. É ela que vai começar com o toque, passando a mão dele, mostrando com o calor dela, a voz, que as coisas mudaram do lado de fora.

Para a psicóloga não existe uma forma correta de educar um filho, só é preciso dar afeto a ele. A estudante Mariana Rezende, por exemplo, teve que ser muito convicta do que queria para criar a filha de acordo com o que acredita. 

Mariana: Vou levando de acordo com o que eu acredito, o que é melhor para ela. Mas a gente nunca tem certeza se estamos acertando ou não. Ser muito rígida ou não, o que permitir, sabe, isso é bem complicado, é muito pessoal. E você sempre vai estar esc tando palpite dos outros: da sua mãe, do vizinho, do amigo. Você tem que ter a personalidade forte, saber o que você quer, o que você deseja para o seu filho. E nem sempre vai ser o certo, você sabe que não vai ser perfeito, sabe que vai errar, mas… tem que ir tentando.

Sejam as mães pobres ou ricas, com ou sem experiência. Desde que elas não parem de tentar os filhos podem dormir sossegados.

BG – Nana Caymmi - Acalanto